quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
memórias deixadas na areia.
Deparo-me sobre areia quente, uma pequena rapariga , só com umas cuecas , que corre pela praia , para encontrar conchas ... Quando se cansa , dirige-se para o mar , não ligando a nada do que a rodeia , vai para o mar e fica lá horas até o sol se pôr ... Não querendo saber de problemas que puderiam vir um dia mais tarde assim era essa rapariga , livre como o mar ... Depois de se ter cansado de nadar , senta-se á beira da água , vê gaivotas , o pôr-do-sol , enquanto ondas lhe acariaciam os pés , e a espuma a enrola numa suave melodia ... Era assim todos os dias de Verão , ela ficava sempre na água e no final da tarde encontráva-mos sempre essa rapariga no mesmo lugar , olhando o Horizonte ... não tinha receio de crescer , só queria viver aquele momento no sitio onde mais gostava de estar, não se importava se viesse uma onda maior que a deixasse ficar debaixo de água , que a fizesse engolir um pouco mais de água ... Um dia mais tarde essa rapariga , entrará mais uma vez na água , indo cada vez mais para o fundo , deixando-se levar , deixando-se flutuar , e quando não tiver mais forças , afogar-se-á ... mas sabe que morrerá no seu sitio preferido ... e todas as memórias voaram pela praia ...
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